A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA NO EQUILÍBRIO LIPÍDICO CORPORAL

 

 

Viviane de Fátima Almodóvar
Licenciada e Bacharel em Educação Física
Especialista em Nutrição Esportiva e Qualidade de Vida – FEFISA-Faculdades Integradas

                        As dislipidemias são alterações do metabolismo das lipoproteínas (LP), refletindo em alteração na concentração plasmática das mesmas. As lipoproteínas são partículas compostas por lipídios e proteínas responsáveis pelo transporte de triacilglicerol e colesterol no sangue, tanto de origem exógena quanto os de endógena. São classificadas, de acordo com os limites operacionais definidos arbitrariamente pela sua densidade, durante a ultra-centrifugação ou em sua mobilidade na eletroforese de proteínas, em: VLDL (proteínas de muito baixa densidade), LDL (proteínas de baixa densidade), HDL (proteínas de alta densidade) e outras. Estudos epidemiológicos relatam que altas concentrações de colesterol sérico estão positivamente relacionadas à doença coronariana, ao passo que concentrações elevados de HDL possuem uma ação protetora contra doenças cardiovasculares – DCV (PREMOLI et al, 2000; FERNANDES et al, 2004; CURI et al, 2002).

                        A implementação da prática regular de atividade física, no combate à dislipidemia e obesidade, tem sido alvo de inúmeros estudos e debates científicos em todo o mundo e, atualmente, está sendo recomendada como parte integrante do tratamento destas patologias. Sabe-se que esta discussão surgiu devido à existência de um grande número de pessoas com alterações lipídicas/lipoprotéicas sujeitas, entre outras, as DCV e as conseqüências socioeconômicas causadas no tratamento desta patologia crônico-degenerativa que vem crescendo assustadoramente em todo o mundo, com grandes repercussões financeiras. Desta forma, a busca de alternativas que pudessem ser menos onerosas, coloca atualmente, o exercício físico como um grande aliado no combate a essas doenças (PRADO e DANTAS, 2002). (mais…)

Publicado em 01/07/2010 por Prof. Waldecir Lima